Por Arlindo Grund e Lari Mariano
Para Vivi Rivaben e Silvio De Marchi, é exatamente assim que ela se apresenta: a transbordar da roupa. Depois de sobrevoar, agora o conceito toca o chão que é urbano, asfáltico, de uma densidade feita por gente que a vive. É mais que o peso do couro e das construções mais subversivas, como mangas estruturadas e mais curtas, mas é o vestido que imprime imponência, a pele à mostra que vem revestida de uma força dura, pura e simples.
Da rua, da influência punk, do show de drift que marca a abertura. Do utilitário oversized, descontraído, quase que impensado, mas feito para as mentes detalhistas demais para desaperceber de verdade. É o tecido que não só compõe mais iluminado, mas elucida a mensagem: a rebeldia vai além da linha, do corpo, da roupa. É ela o fio condutor da história. É ela quem costura o não dito de Forca X.



