Por Arlindo Grund e Lari Mariano.
Como pode uma obra de ficção científica nacional e a característica industrial somada à natureza que apresenta Cubatão, cidade natal de Gui Amorim, se unirem para dar novo tom às peças que já existem?
Em Zanzalá, coleção apresentada pelo Estúdio Traça, o agente que conecta e executa as duas pontas que podem parecer tão distintas é o tempo: tudo aquilo que se refaz como futuro sem medo de referenciar um passado irrepetível.
Com o estoque e acervo da Levi’s, o trabalho de upcycling feito aqui é de um jeans que vai muito além da proposta mais casual ou utilitária: é ousado em recortes, fendas, pele à mostra, texturizações, movimentos, intervenções, pontos de cor, com destaque para vermelho e azul, que vibram dentre os mais neutros e, com irreverência, permitem uma nova história de algo que já foi, mas ainda será para adiante também.







