Por Paulo Ricardo
A produção chilena dirigida pela cineasta peruana Cláudia Llosa e baseado no livro da argentina Samanta Schweblyn – que também divide o roteiro – tem atraído o público na plataforma Netflix e dividido opiniões. É um filme misterioso, de narrativa lenta e não linear, inscrito numa nova onda que mistura o sobrenatural com denúncia social. O resultado é instigante, embora em algum momento a forma se mostre cansativa.
É um terror psicológico bem construído em cima de uma narrativa onde a linha que divide os cuidados maternos e a paranoia se misturam. A trama, narrada em off por Amanda, a jovem mãe mãe de Nina, e Davi, filho de Carola, vai nos envolvendo e só aos poucos vamos desvendando o mistério: Amanda está morrendo? Sequestrada? Davi é o responsável? Como alerta Davi, é preciso estar sempre atento aos detalhes. E assim, tentando montar o quebra-cabeça, chegamos à resolução quando o grande segredo nos é finalmente revelado e vemos o tamanho da catástrofe ambiental que nos cerca.
É , sem dúvidas, um filme rico em camadas de entendimento.

Fotos: Reprodução.