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Grifes fechando as portas no Brasil

Por Letícia Santana

Grifes fechando as portas no Brasil

Crise econômica, instabilidade política, carga tributária, câmbio desvalorizado… São muitos os desafios que as empresas internacionais precisam enfrentar para manter os seus negócios no Brasil atual. E com o mercado de luxo não seria diferente. Diante de tamanha complexidade, cada vez mais as grifes vêm sentindo o peso que é se preservar ativo nesse setor em solo tupiniquim.

A primeira grife a dizer tchau ao Brasil neste último mês foi a Versace. A casa italiana chegou por aqui em 1996 na Oscar Freire, mas foi só em 2014 que foram inaugurados mais endereços ao redor do país. Aos poucos, um por um eles foram fechando, até que em dezembro de 2018, o único ponto que havia restado, no Iguatemi São Paulo, encerrou as atividades sem muitas explicações. Enquanto alguns apontam a crise econômica como principal motivo, há quem aposte que a razão tenha se decorrido da venda da Versace para o grupo Michael Kors. Afinal, pode ser que a representação que tocava a operação no Brasil não tenha sido incluída no acordo da compra. Como a grife não emitiu um comunicado oficial, não se sabe ao certo.

Outra que também deixou o país no final de dezembro foi a Ralph Lauren. Alegando altos tributos e crise econômica, a marca americana encerrou as atividades das lojas, porém manteve a Polo Ralph Lauren, linha mais acessível do grupo que tem um ponto no Iguatemi São Paulo.

Além dessas duas grifes, há também outras marcas que estão se despedindo do país. A Vans e a Timberland, ambas do VF Group, estão encerrando as suas atividades em toda a América Latina. As duas começaram a operar diretamente no Brasil em 2017, antes mantinham acordos de licenciamentos com empresas daqui. Apesar de avaliarem que as lojas próprias não estavam gerando resultados positivos, as antigas parceiras devem continuar comercializando as etiquetas e, além disso, o grupo também busca por novos distribuidores brasileiros.

Essas quatro marcas se despediram em dezembro de 2018 e janeiro de 2019, porém, já foram muitas as que desistiram do Brasil nos últimos anos, como a Kate Spade, Vilebrequin, Longchamp e Lanvin. O País até pode ser o segundo emergente que mais consome marcas de luxo no mundo, mas nas condições atuais se torna impossível levar as atividades adiante.

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Foto: Reprodução.

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