Por Letícia Santana
Setembro chegou e, com isso, chega a edição mais importante do ano para as revistas de moda. A September Issue adianta informações, celebra as novidades e vem acompanhado de capas e editoriais grandiosos, deixando os amantes deste universo ao redor de todo o mundo enlouquecidos para finalmente conferirem. Mas e aqui no Brasil? A September Issue brasileiro nunca foi tão forte quanto de outros países, por não ter a indústria da moda tão aquecida. Porém, em um momento delicado para o mercado editorial nacional, é importante que as nossas revistas surpreendam, causem impacto e provoquem desejo para se manterem relevantes. Confira o que as publicações brasileiras prepararam para as suas edições de setembro:

A September Issue no Brasil
A Bazaar escolheu Letícia Colin como covergirl, atriz que está no ar na novela Segundo Sol. Com fotos do super Bob Wolfenson, a artista aparece vestindo looks carregados de informação de moda da Ellus e com beleza assinada por Robert Estevão. Na matéria, Letícia, que faz sua primeira capa de moda, fala sobre prostituição e sobre a personagem com a qual está no ar atualmente. Já a Glamour, apostou em Isabella Santoni que aparece vestindo Riachuelo, com beleza de Liege Wisniewski e fotos por Ivan Erick. Aos 23 anos, a atriz dá uma aula de maturidade em entrevista: “As coisas tem seu tempo e a gente sempre faz o nosso melhor. Não dá pra dar conta de tudo. Nem precisa se martirizar por isso”. Isabella também falou sobre amor sem rótulos, aborto e padrões de beleza.

A September Issue no Brasil
Já a Vogue e Marie Claire escolheram estrelas internacionais para serem as suas covergirls. A primeira apostou em Gigi Hadid, que aparece vestindo Prada e com beleza de Erin Parsons em fotos da badalada dupla Luigi and Iango. Além disso, a edição conta com uma entrevista exclusiva com Miuccia Prada, sendo a primeiríssima entrevista da designer para o Brasil. Já a Marie Claire apostou na gigante Winnie Harlow que aparece com beleza assinada por Vincent Oquendo em fotos de Ricardo Abrahão. A modelo canadense fala sobre bullying na infância, racismo na vida adulta e a importância de todas as mulheres se verem representadas na mídia. No seu Instagram, Winnie comemorou: “É tão doido postar isso logo após postar uma foto de quando era criança. Eu tenho certeza que a Baby Winnie jamais sonhou em ser uma capa de revista”.
Apesar de ser uma situação global, o mercado editorial brasileiro foi extremamente afetado pelas transformações causadas pelo digital. A demora de adaptação e renovação por parte das revistas, a crise econômica que se instaura no país e a falta de interesse em informação por parte da audiência levou ao fim inúmeros títulos. Nesse momento de perda de força do impresso, conteúdos feitos e pensados para o digital devem ser potencializados e alinhados a uma nova visão de mundo. Produtos offline que gerem experiência também contribuem no fortalecimento do branding dessas marcas, se tornando ferramentas indispensáveis.
A September Issue 2018 nacional está bonito de ler, ver e consumir. Cada revista com seu próprio propósito, celebrando a moda e resistindo à esse tempo complexo na comunicação.
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Fotos: Reprodução.